Nos dias de hoje, vivemos em meio a correria de nossas vidas, em busca de realizações, muitas vezes materiais, muitas vezes sentimentais, mas nos esquecemos geralmente da mais importante das conquistas que é a espiritual, pois em verdade, somos espíritos eternos que daqui desta terra levarão apenas os ensinamentos que conseguiram adquirir, e as sementes do bem que deixaram plantadas para germinarem nas mãos daqueles que os sucederão, ate seu retorno a este ou outro plano carnal.
Temos muitas vezes a oportunidade de descobrir o que ocorre em nossas vidas, onde jaz um sentido oculto sobre as dificuldades, os problemas as vezes sem solução, e muitas vezes apenas olhamos pros céus esperando que Deus olhe por nós e nos traga a resposta, ou a cura que tanto esperamos. mas Jesus deixou-nos claro, que cada um é senhor de sua consciência, é responsável por aquilo que cativará, e nos dias de hoje, sem buscar uma real instrução, o que somos nós? apenas barcos a deriva neste mundo de provas cada vez mais difíceis, e sozinhos nunca conseguiremos ancorar nossas vidas em um porto seguro.
Tenho ouvido muita incredulidade mediante aos ensinos espíritas, pois o mesmo tem se perdido em meio ao tempo, associado a tantas outras medidas espiritualistas, e assim perdido seu real foco, que jaz fora da curiosidade, fora da alegação de poderes, ou de domínio do circulo de vida que nos cerca, o espiritismo é a chave da revelação final que traz a cada um de nós a certeza do por que estamos aqui, responde as perguntas mais aclamadas e nos mostra em pratica o que é a real caridade esperada pelo nosso mestre, pois caridade é mais que a esmola ao faminto, é mais que o agasalho ao desabrigado, caridade esta na semeadura de sua inteligência, a caridade reside em esclarecer ao sofredor que ele achara a saída de seus problemas quando verificar sua causa, pois é dito que não há efeito sem causa, e todos nós somos simples vitimas de nossas próprias ignorâncias do passado. e com estudo serio e doutrinado, encontramos um meio de reparar as graves faltas, nos apaziguar mediante ao que parecem injustiças, e trazer a todos aqueles que necessitam um conforto na palavra amiga sincera e bem esclarecida.
Por isso temos aqui o inicio de um estudo coletivo, para trazer de volta a aqueles que perderam-se no turbilhão das emoções terrenas, um guia para todos nós nos encontrarmos mediante a grande espiritualidade superior, e instruirmos segundo o Espírito de verdade nos deixou confiado. Aqui juntos traremos a tona o estudo da doutrina espírita, buscando conhecer a fundo as principais obras, e fazer delas nosso guia maior, aprendendo, e sempre lembrando em nos mudar e utilizar cada ensinamento, cada exemplo de vida, sofrimento e vitoria, para nos melhorarmos, e encontrar a paz necessária para enfrentar as provas e tribulações, pois quando estiverem 2 ou mais reunidos em seu nome, lá estará o mestre junto a todos.
Amigos espíritas, instrução é o marco da mudança, sozinha é uma folha inútil, mas corroborada com a fé, a caridade, a humildade e a vontade maior de crescer, torna-se a maior conquista que qualquer um de nós encarnados levará desta Terra.
Que Jesus guie nossas metas e que juntos possamos crescer e trabalhar na seara do bem.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Que é o Espiritismo: Capitulo 1 Segundo Dialogo "Fenômenos Espiritas Simulados"

1- Como começou a desconfiança de simulações dos fenômenos mediúnicos?

Isto é privilégio de todas as coisas que apresentam a possibilidade de engendrar falsificações.
Acreditaram alguns prestidigitadores que o nome de espiritismo, por causa da sua popularidade e das controvérsias de que era objeto, podia servir a explorações, e para atrair a multidão simularam, mais ou menos grosseiramente, alguns fenômenos de mediunidade, como já tinham simulado a clarividência sonambúlica; e todos os gaiatos os aplaudiram, bradando: Eis aí o que é o Espiritismo!
Quando se mostrou em cena a engenhosa aparição dos espectros, não se proclamou que naquilo recebia o Espiritismo um golpe mortal?
Antes de pronunciar tão positiva sentença, deve-se refletir que as asserções de um escamoteador não são palavras de um evangelho, e certificar se há identidade real entre a imitação e a coisa imitada. Ninguém compra um brilhante sem primeiro estar convencido de não ser uma pedra d'água. Um estudo, mesmo pouco acurado, tê-los-ia certificado de serem completamente outras as condições em que se dão os fenômenos espíritas; eles, além disso, ficariam sabendo que os espíritas não se ocupam de fazer aparecer espectros nem de ler a buena-dicha.
"O Que é o Espiritismo, Fenômenos espíritas simulados."

A situação atual do problema mediúnico, nesta fase de acelerada transição da vida terrena, exige novos estudos e atualizadas reflexões sobre a Mediunidade. As descobertas científicas do nosso tempo, especialmente na Física, na Psicologia e na Biologia, confirmaram decisivamente a teoria espírita da Mediunidade, a ponto de interessarem os próprios cientistas soviéticos pela obra do racionalista francês Allan Kardec, segundo as informações procedentes da URSS. As teorias parapsicológicas, confirmadas pelas mais rigorosas experiências de laboratório, pareciam inicialmente contraditar os conceitos espíritas, firmados em meados do século passado e por isso mesmo suspeitos de insuficiência. Todos os fenômenos mediúnicos reduziam-se ao plano mental, a ponto de substituir-se as palavras alma e Espírito pela palavra mente. Instituía-se um mentalismo psicofisiológico que ameaçava todas as concepções espiritualistas do humano.
Durou pouco essa ameaça. Após dez anos de pesquisas repetitivas sobre os fenômenos mais simples, como clarividência e telepatia, outros fenômenos, mais complexos e profundos, impuseram-se à atenção dos cautelosos pesquisadores, que começaram a levantar, sem querer, as pontas do Véu de Ísis. Num instante a invasão das áreas universitárias da América e da Europa, com repercussões imediatas nos grandes centros culturais da Ásia, pelos fenômenos de aparições, vidência, manifestações tiptológicas e de levitação de objetos sem contato, bem como os de precognição e retrocognição, levaram o Prof. Joseph Banks Rhine, da Universidade de Duke (EUA) a proclamar com dados experimentais de inegável significação, que o pensamento não é físico, o mesmo se aplicando à mente. Rhine se expunha ao temporal de críticas e ironias, expondo a Parapsicologia à excomunhão cultural. Vassiliev, da Universidade de Leningrado, propôs-se a provar o contrário, através de uma série de experiências, mas não o conseguiu. Desencadeou-se então, no mundo, o que a Encyclopaedia Britannica chamou de psychic-boom, uma explosão psíquica mundial. Os fenômenos mediúnicos conseguiram, afinal, a cidadania científica que as Academias lhe haviam negado. Parodiando uma expressão de Kardec sobre o hipnotismo, repudiado durante anos pela Academia Francesa, podemos dizer que a Mediunidade, não podendo entrar nas Academias pela porta da frente, entrou pela porta da cozinha, ou seja, dos laboratórios.
O reconhecimento científico da realidade dos fenômenos mediúnicos afetou beneficamente o Espiritismo, mas trouxe-lhe também algumas desvantagens. Muitos espíritas se deslumbraram com o fato e julgaram-se capazes, embora sem o necessário preparo, de criticar e reformar Kardec, o vencedor, como se fosse um derrotado. Com isso pulularam as inovações teóricas e práticas no Espiritismo, aturdindo particularmente os iniciantes, que afluíram em massa às instituições doutrinárias.
O que daí por diante se publicou, em jornais, revistas, folhetos e livros, a pretexto de ensinar Espiritismo e Mediunidade, foi uma avalanche de pretensões vaidosas e absurdos desmedidos.
Por toda parte surgiram os profetas da nova era científico-espírita, além do charlatanismo
interesseiro e ganancioso dos professores contrários à doutrina, que se julgavam mais capazes de refutar Rhine do que o veterano Vassiliev. Hoje ainda perduram as confusões a respeito. Afirma-se tudo a respeito da Mediunidade: é uma manifestação dos poderes cerebrais do humano, esse computador natural que pode programar o mundo; é uma eclosão dos resíduos animais de percepção sem controle de órgãos sensoriais específicos; é uma energia ainda desconhecida do córtex cerebral, mas evidentemente física (Vassiliev); é um despertar de novas energias psicobiológicas do humano, no limiar da era cósmica; é o produto do inconsciente excitado; é uma forma ainda não estudada da sugestão hipnótica. Ninguém se lembra da explicação simples e clara de Kardec: é uma faculdade humana.
"como eu entendo a mediunidade, Jose Herculano Pires, Introdução"

2- Quais os cuidados que Kardec recomendava para não cair-se nas mãos de enganadores?

Sabe-se os Espíritos, por causa da diferença que existe em suas capacidades, estão longe de estar individualmente de posse de toda a verdade; que não é dado a todos penetrar certos mistérios; que seu saber é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares não sabem mais que os homens, e mesmo menos que certos homens; que há entre eles, como entre os últimos, os presunçosos e os pseudo-sábios que crêem saber aquilo que não sabem; sistemáticos que tomam as suas idéias pela verdade... árbitros da verdade. Em semelhante caso, que fazem os homens que não têm, neles mesmos, uma confiança absoluta? Apegam-se à opinião de maior número, e a opinião da maioria é seu guia. Assim deve-se ser com respeito aos ensinos dos Espíritos que disso nos forneceram, eles mesmos, os meios.
A concordância dos ensinamentos dos Espíritos é então o melhor controle; mas é preciso que ela tenha lugar em certas condições. A menos certa de todas, é quando um médium interroga, ele mesmo, a vários Espíritos sobre um ponto duvidoso; é bem evidente, que se ele está sob o império de uma obsessão, e se estiver influenciado por um Espírito enganador, esse Espírito pode lhe dizer a mesma coisa sob nomes diferentes. Não há, não mais, uma garantia suficiente na conformidade que podemos obter pelos médiuns de um só centro, porque eles podem sofrer a mesma influência. A única garantia séria está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente pela mediação de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos países. Concebe-se que não se trata aqui das comunicações relativas a interesses secundários, mas daquelas que se relacionam aos princípios mesmos da Doutrina...
O primeiro controle é, sem contradita, aquele da razão, à qual é necessário submeter, sem exceção, tudo aquilo que venha dos Espíritos; toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com uma lógica rigorosa, e com os dados positivos que se possui, mesmo que seja assinada por nome respeitável, deve ser rejeitada. Mas esse controle é incompleto em muitos casos, devido à insuficiência de luzes de certas pessoas e da tendência, de muitos, de manter seu próprio julgamento como árbitro único da verdade. A única garantia séria está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente pela mediação de um grande número de médiuns estranhos, uns aos outros, e em diversos países.
Tal é a base sobre a qual nós nos apoiamos quando formulamos um princípio da Doutrina; não é porque esteja de acordo com nossas ideias que o damos como verdadeiro; não nos colocamos de nenhuma maneira como árbitros superiores da verdade, e não dizemos a ninguém: Crê em tal coisa, porque o dizemos. Aos nossos olhos, nossa opinião não é mais que uma opinião pessoal, que pode ser certa ou falsa, porque não somos mais infalíveis que ninguém. Não é mais porque um princípio nos é ensinado que é para nós a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.”

3- Como os críticos do espiritismo buscavam e ate hoje buscam meios de desmentir a doutrina?

Os críticos tem um pensamento único de igualar todas as manifestações sejam serias ou simplesmente levianas, como se fossem uma só coisa dentro do espiritismo, atacam a doutrina julgando ela ser apenas uma manifestação dos homens, mas se esquecem de realmente estudar a fundo o que vem de cunho espiritual, muitos dizem ler sobre o espiritismo, ou mesmo ao assistir uma sessão de cartomancia, e acreditam que vendo esses meios são capazes de ali resumir tudo que acontece em integra nas manifestações serias e estudos reais, atacam com ideias construídas sobre bases fracas, que qualquer um que estude um pouco mais, consegue ver o tamanho do erro que se utilizam os críticos para atacar a tudo, o homem simplesmente acredita naquilo que quer, e quando se põe com ideias já formadas sem se dar uma abertura para analisar melhor os fatos, mostram que não estão realmente preparados para começar a entender a doutrina que nos foi passada pelos guias espirituais.

“O erro de todos está em crerem que a fonte do Espiritismo é uma só, e que se baseia na opinião de um só homem; daí a ideia de que poderão arruiná-lo, refutando essa opinião; eles procuram na Terra uma coisa que só achariam no Espaço; essa fonte do Espiritismo não se acha num ponto, mas em toda a parte, porque não há lugar em que os Espíritos se não possam manifestar, em todos os países, nos palácios e nas choupanas”. (O que é o Espiritismo).

4- Diga exemplos de perseguições que ao invés de desmoralizar o espiritismo, ao contrario, o ajudava a divulgar, e diga o porque?

O espiritismo sempre foi atacado de diversas formas, eram livros escritos com dizeres de quem afirma ter total conhecimento sobre os assuntos, porem nunca sequer assistiram realmente a uma reunião, temos os que visitando obras artísticas, com sabidamente atores ou enganadores que se utilizam do espiritismo pra se divulgar, outros que hoje em dia usam de palavras de estudos de outros, ou ate mesmo de falsificações de grandes nomes do espiritismo, para mostrar que seus pontos de vista estão corretos e que em tudo o espiritismo é uma mentira.
Temos visto com o crescimento da internet, pessoas que buscam usar a própria doutrina espírita, para desmentir a doutrina espírita, o que a primeira leitura achamos ver uma pessoa com conhecimento do que fala, ao aprofundar a nossa visão, vemos que o mesmo critico, se perde desesperadamente tentando refutar cada argumento com algo que não tem tanto a ver, ainda mais quando sabemos que cada caso é diferente, tendo sempre que utilizarmos de pesquisa e estudo serio para uma análise dos fatos, e ainda mais quando afirmam seus pontos de vista, fazendo julgamentos, dessa maneira já provam que pouco puderam aprender com esta doutrina, que nos ensina a não julgar.

Esses ataques a doutrina, vem trazendo muitas vezes mais partidários do que inimigos, pois
podemos ver que quando algo é tão perseguido, acaba causando curiosidade, e quando a curiosidade quebra a inércia e faz a pessoa buscar conhecimento, acaba fazendo com que os mesmos críticos sejam divulgadores daquilo que queriam combater, e muitos estudiosos sérios, tendo conhecimento maior sobre a doutrina, veem seu aspecto serio e acabam por também aderir a mesma, engrossando assim o numero daqueles que vem se unindo ao espiritismo, e muitos dos próprios críticos, tendo que aprender algo sobre aquilo que criticavam, acabam enxergando erros e assumindo que muitas coisas não eram da maneira com que antes visualizavam.

" A nossa atenção é sempre chamada sobre aquilo que vemos atacado; há muita gente que quer ver os prós e os contras, e a crítica faz aparecer a verdade, mesmo aos olhos daqueles que não a procuravam aí; é assim que muitas vezes, sem querer, se faz reclamo do que se quer combater.
A questão dos Espíritos é, por outro lado, tão palpitante de interesse, choca a tal ponto a curiosidade, que basta assinalá-la à atenção, para que nasça o desejo de aprofundá-la."

(O que é o Espiritismo, primeiro dialogo, o critico, 6° Pergunta )

Nenhum comentário: